Segundo Jaume Trilla a Animação Sociocultural pode considerar-se como um campo relativamente novo que aparece com grande vigor na dinâmica social. Há somente algumas décadas que tentamos aproximar-nos dele por o considerarmos relevante para o aperfeiçoamento da qualidade de vida dos cidadãos e como uma ferramenta privilegiada para a mudança social. A vida, como de costume, continuou a formular exigências. A prática apresentou-nos questões, realizou pedidos aos quais tentou responder a partir dos diferentes níveis sociais, culturais e educativos.
A Animação vem dar alma e vida a uma iniciativa ou ideia. A Animação Sociocultural tem vindo a colmatar algumas lacunas na nossa sociedade, pois, através do Animador Sociocultural as crianças, adultos e idosos, adquirem os meios para tirar partido de cada situação. A ASC tem vindo a assumir uma importância cada vez maior na nossa sociedade.
A ASC mune-se de metodologias participativas e activas para promover a implicação responsável e livre dos indivíduos na comunidade onde se inserem, tornando-os protagonistas do seu próprio desenvolvimento.
A ASC actua para superar desigualdades sociais, dar liberdade à expressão dos mais desfavorecidos e dos excluídos, sendo que para isso o animador necessita de trabalhar com outros profissionais.
A ASC actua para superar desigualdades sociais, dar liberdade à expressão dos mais desfavorecidos e dos excluídos, sendo que para isso o animador necessita de trabalhar com outros profissionais.
Em qualquer das suas modalidades, a animação adquiriu grande importância nas sociedades ocidentais da actualidade. Este facto deve-se ao papel que tem vindo a desempenhar como metodologia e como prática no fomento da democracia. A Animação Sociocultural (ASC), em particular, emergiu das comunidades em determinadas circunstâncias históricas e muitos profissionais têm trabalhado na utopia da mudança social.
A Animação Sociocultural deve ter sempre a preocupação de estar integrada e “criar” espaços onde seja possível a realização de acções globais. Espaços onde se possa aprender a tomar consciência das coisas que diariamente vemos e que não ligamos importância, onde retomemos a consciência colectiva que progressivamente temos vindo a perde. Um espaço onde os vários intervenientes na formação se encontram e trocam experiências.
Segundo Úcar, citado por Jaume Trilla a ASC como tecnologia social caracteriza-se por uma intervenção racional e sistematicamente planificada, resultado de um processo de reflexão sobre a realidade, que enquadra um contexto e opções ideológico-políticas vigentes e tenta responder eficazmente às necessidades e problemáticas concretas de um grupo social ou comunidade, através da articulação sistemática, num desenho tecnológico de conhecimentos científicos ministrados por diferentes ciências (psicologia, sociologia, comunicação, pedagogia, etc). A ASC é uma estratégia de intervenção que, trabalhando por um determinado modelo de desenvolvimento comunitário, tem como finalidades últimas promover a participação e dinamização social a partir dos processos de responsabilização dos indivíduos na gestão e direcção dos seus próprios recursos. Este desenvolvimento comunitário potencia o fortalecimento da sociedade civil através da aprendizagem da democracia que se realiza essencialmente ao nível associativo e da distribuição e repartição do poder económico, social, educativo, cultural e político, favorecendo a igualdade de oportunidade para todos os elementos da comunidade.
Segundo o DR. Professor Avelino Bento, a animação sociocultural é uma forma de acção sócio pedagógica que, sem ser a única se caracteriza pela procura e pela intencionalidade de gerar processos de participação da pessoas em áreas culturais, sociais e educativas que correspondam aos seus próprios interesses e necessidades.