Animação na Infância
Segundo Marcellino (1990), a “criança enquanto cidadã pode e deve usufruir o lazer, pois este é uma dimensão da cultura e parte inerente da nossa vida em sociedade. A criança brinca e joga, mas ela também tem ( ou, pelo menos, deveria ter) acesso a todas as prerrogativas inerentes ao lazer e também à riqueza cultural que o integra, a partir da vivência de múltiplas manifestações culturais: jogos, festas, dramatizações, desportos, músicas, literatura, passeios e viagens de férias, etc.”
A animação infantil surge de acordo com uma necessidade básica sentida no estabelecimento do regime democrático em Portugal e que posteriormente ganha expressão como forma de Animação Socioeducativa.
Também se pode estudar as instituições que fora do ambiente escolar, oferecem actividades educativas para os tempos livres dos mais jovens, a partir de objectivos instrutivos e conteúdos muito semelhantes aos da escola. São essas instituições, estabelecimentos dedicados ao ensino de cursos de línguas, de informática ou às clássicas salas de estudo.
Quando se fala em animação sociocultural na infância, fazemos referência a uma concepção da educação nos tempos livres muito diferente da que pode derivar dos exemplos citados.
Apesar de ser habitual falar de actividades de tempos livres infantis para referir as práticas educativas da animação sociocultural na infância, consideramos mais adequado falar de actividades no ócio infantil.
Entendemos o ócio como uma forma de utilizar os tempos livres, que acentua o valor da liberdade em relação ao da necessidade e promover o prazer do indivíduo enquanto realiza uma actividade. Ou seja, o essencial no ócio não está na actividade em si, mas na atitude do indivíduo quando a realiza.
A animação infantil aproveita o potencial educativo do ócio para criar processos de desenvolvimento pessoal e social. Defende o valor da liberdade e não se preocupa em entreter ou distrair as crianças, ocupando os seus tempos livres com actividades educativas concedidas e conduzidas de forma restrita, nem também pretende servir-se dos tempos livres dos sujeitos para alcançar objectivos instrutivos.
Para a animação sociocultural na infância, as actividades não são um fim, mas um meio com o qual se conta para atingir o objectivo: educar no ócio.
A diversão para a animação infantil é um instrumento, mas também é um fim. Deve diferenciar-se o sentido lúdico de animação infantil de outra utilizações educativas da actividade lúdica. A animação infantil não se serve da diversão para trabalhar noutros objectivos instrutivos ou formativos. Esta animação terá como objectivo principal possibilitar que a criança possa brincar e que o faça em condições que permitam o seu desenvolvimento individual e grupal.
Animação na Terceira Idade
Segundo Luís Jacob no livro “Animação de idosos”, a Animação nos nossos dias está no centro das prioridades de todas as estruturas de acolhimento de pessoas idosas, que tomaram consciência da sua importância enquanto elemento determinante da qualidade de vida em estabelecimentos e que se integra no projecto de vida de uma instituição, preservando a autonomia dos residentes. A Animação representa um conjunto de passos com vista a facilitar o acesso a uma vida mais activa e mais criativa, á melhoria nas relações e na comunicação com os outros, para uma melhor participação na vida da comunidade de que se faz parte, desenvolvendo a autonomia pessoal.
Com o envelhecimento da população existe uma necessidade de conciliar a Animação Sociocultural com a terceira idade.
A animação sociocultural na terceira idade tem como princípios a gerontologia educativa, promotora de situações optimizantes e operativas, com vista a auxiliar as pessoas idosas a prepararem-se para a evolução natural do seu envelhecimento, a promover novos interesses e novas actividades, que conduzam á manutenção da sua vitalidade física e mental.
O animador deve ter em conta a valorização pessoal, a auto-estima e a participação implicada com o bem-estar individual e colectivo.
O principal desafio do envelhecimento é viver com a máxima autonomia e independência possíveis, sendo para isso essencial optimizar as condições favoráveis de saúde, bem como de participação ou intervenção, da pessoa idosa no contexto em que vive.
O Estatuto do idoso, em particular, o lazer é tratado como um direito a ser assegurado pela família, pela comunidade, pela sociedade e também pelo poder público. Conceber o lazer como um direito social significa assumir a responsabilidade de ampliar o acesso das pessoas às manifestações lúdicas da nossa cultura: festas, passeios, espectáculos, viagens, prática desportiva, jogos, brincadeiras, oficinas, artesanato, trabalhos manuais e diversas formas de artes (pintura, escultura, literatura, dança, música cinema), entre inúmeras outras possibilidades que podem proporcionar valiosos benefícios, especialmente na velhice.
A animação sociocultural na terceira idade tem como princípios a gerontologia educativa, promotora de situações optimizantes e operativas, com vista a auxiliar as pessoas idosas a prepararem-se para a evolução natural do seu envelhecimento, a promover novos interesses e novas actividades, que conduzam á manutenção da sua vitalidade física e mental.
O animador deve ter em conta a valorização pessoal, a auto-estima e a participação implicada com o bem-estar individual e colectivo, porque envelhecer é antes de mais uma arte, uma capacidade de interpretar em cada momento a vida existencial no seu percurso para a morte. Envelhecer não é uma mudança que isola, é antes um desenvolvimento que socializa.
Segundo Marcellino (1990), a “criança enquanto cidadã pode e deve usufruir o lazer, pois este é uma dimensão da cultura e parte inerente da nossa vida em sociedade. A criança brinca e joga, mas ela também tem ( ou, pelo menos, deveria ter) acesso a todas as prerrogativas inerentes ao lazer e também à riqueza cultural que o integra, a partir da vivência de múltiplas manifestações culturais: jogos, festas, dramatizações, desportos, músicas, literatura, passeios e viagens de férias, etc.”
A animação infantil surge de acordo com uma necessidade básica sentida no estabelecimento do regime democrático em Portugal e que posteriormente ganha expressão como forma de Animação Socioeducativa.
Também se pode estudar as instituições que fora do ambiente escolar, oferecem actividades educativas para os tempos livres dos mais jovens, a partir de objectivos instrutivos e conteúdos muito semelhantes aos da escola. São essas instituições, estabelecimentos dedicados ao ensino de cursos de línguas, de informática ou às clássicas salas de estudo.
Quando se fala em animação sociocultural na infância, fazemos referência a uma concepção da educação nos tempos livres muito diferente da que pode derivar dos exemplos citados.
Apesar de ser habitual falar de actividades de tempos livres infantis para referir as práticas educativas da animação sociocultural na infância, consideramos mais adequado falar de actividades no ócio infantil.
Entendemos o ócio como uma forma de utilizar os tempos livres, que acentua o valor da liberdade em relação ao da necessidade e promover o prazer do indivíduo enquanto realiza uma actividade. Ou seja, o essencial no ócio não está na actividade em si, mas na atitude do indivíduo quando a realiza.
A animação infantil aproveita o potencial educativo do ócio para criar processos de desenvolvimento pessoal e social. Defende o valor da liberdade e não se preocupa em entreter ou distrair as crianças, ocupando os seus tempos livres com actividades educativas concedidas e conduzidas de forma restrita, nem também pretende servir-se dos tempos livres dos sujeitos para alcançar objectivos instrutivos.
Para a animação sociocultural na infância, as actividades não são um fim, mas um meio com o qual se conta para atingir o objectivo: educar no ócio.
A diversão para a animação infantil é um instrumento, mas também é um fim. Deve diferenciar-se o sentido lúdico de animação infantil de outra utilizações educativas da actividade lúdica. A animação infantil não se serve da diversão para trabalhar noutros objectivos instrutivos ou formativos. Esta animação terá como objectivo principal possibilitar que a criança possa brincar e que o faça em condições que permitam o seu desenvolvimento individual e grupal.
Animação na Terceira Idade
Segundo Luís Jacob no livro “Animação de idosos”, a Animação nos nossos dias está no centro das prioridades de todas as estruturas de acolhimento de pessoas idosas, que tomaram consciência da sua importância enquanto elemento determinante da qualidade de vida em estabelecimentos e que se integra no projecto de vida de uma instituição, preservando a autonomia dos residentes. A Animação representa um conjunto de passos com vista a facilitar o acesso a uma vida mais activa e mais criativa, á melhoria nas relações e na comunicação com os outros, para uma melhor participação na vida da comunidade de que se faz parte, desenvolvendo a autonomia pessoal.
Com o envelhecimento da população existe uma necessidade de conciliar a Animação Sociocultural com a terceira idade.
A animação sociocultural na terceira idade tem como princípios a gerontologia educativa, promotora de situações optimizantes e operativas, com vista a auxiliar as pessoas idosas a prepararem-se para a evolução natural do seu envelhecimento, a promover novos interesses e novas actividades, que conduzam á manutenção da sua vitalidade física e mental.
O animador deve ter em conta a valorização pessoal, a auto-estima e a participação implicada com o bem-estar individual e colectivo.
O principal desafio do envelhecimento é viver com a máxima autonomia e independência possíveis, sendo para isso essencial optimizar as condições favoráveis de saúde, bem como de participação ou intervenção, da pessoa idosa no contexto em que vive.
O Estatuto do idoso, em particular, o lazer é tratado como um direito a ser assegurado pela família, pela comunidade, pela sociedade e também pelo poder público. Conceber o lazer como um direito social significa assumir a responsabilidade de ampliar o acesso das pessoas às manifestações lúdicas da nossa cultura: festas, passeios, espectáculos, viagens, prática desportiva, jogos, brincadeiras, oficinas, artesanato, trabalhos manuais e diversas formas de artes (pintura, escultura, literatura, dança, música cinema), entre inúmeras outras possibilidades que podem proporcionar valiosos benefícios, especialmente na velhice.
A animação sociocultural na terceira idade tem como princípios a gerontologia educativa, promotora de situações optimizantes e operativas, com vista a auxiliar as pessoas idosas a prepararem-se para a evolução natural do seu envelhecimento, a promover novos interesses e novas actividades, que conduzam á manutenção da sua vitalidade física e mental.
O animador deve ter em conta a valorização pessoal, a auto-estima e a participação implicada com o bem-estar individual e colectivo, porque envelhecer é antes de mais uma arte, uma capacidade de interpretar em cada momento a vida existencial no seu percurso para a morte. Envelhecer não é uma mudança que isola, é antes um desenvolvimento que socializa.